domingo, 4 de março de 2018

Queijada de Quark

Pela manhã li este artigo da clara Ferreira Alves e fique a bater mal.

Aos 41 não tenho ilusões de que voltarei ao nível e qualidade de vinha que tinha aos 20, aos 25 ou mesmo aos 30 e tal... Mas, de repente, a finitude está mais perto, e o caminho até lá não se apresenta propriamente muito bonito...
Viver com uma doença crónica presenteia-nos com uma espécie de fatalismo contra o qual não se luta, sob pena de desperdiçar a pouca energia que ainda se vai tendo. 
Os últimos tempos não têm sido fáceis, com este "desconforto" a lixar-me a qualidade do sono, e a condicionar o descanso mínimo diário.
É mais que conhecida, comprovada e aceite a necessidade de reduzir o glúten a um mínimo de quase inexistência, já que os efeitos são óbvios, evidentes, indiscutíveis e inelutáveis. Mas viver sem glúten é um desafio! mais ainda quando a reacção não é de alergia, mas sim um pouco esticada no tempo. Melhor? Pior? Discutível!

Mas o que é facto é que ao longo destes tempos agucei os sentidos em relação ao que se come e se cozinha, e é também nisso que pretendo focar-me.

Pois que hoje decidi presentear a malta com um docinho sem doce, sem glúten e sem lactose.

Ora aqui está uma receita de Queijada de Quark.
Ingredientes:
- 250gr de Queijo Quark (sem lactose)
- 4 ovos
- 60gr de côco ralado
- 2 c.s. de mel
- 1 c.s. farinha de côco
- canela q.b.
Preparação:
Misture tudo numa trituradora. Eu misturei na Bimby e coloquei numa forna de 20cm por uns 30 min a 180º.
Voltando a repetir esta receita, fá-la-ei em formas individuais e o tempo de forno não será superior a 15 minutos.

Descobri depois esta receita e acho q a vou seguir da próxima vez. Além de querer experimentar pulverizar o côco, coisa que não fiz, o ligeiro travo do limão deve ficar meeesmo muuuuito bem! E também não coloquei fermento... Será mesmo necessário?? 

Foto? Pois... Eu teria tirado, não fosse a dita ter sido assaltada pela malta cá de casa.... e olha, a modos que o que sobra nem a metade chega! Portanto, aqui fica uma "foto teórica" que é como quem diz, uma foto de uma qualquer outra queijada que se assemelha à que fiz:


Note-se que nesta receita só entraram coisas das boas: os ovos, das galinhas da sogra (mais que bio); o Quark Bio e sem lactose do Aldi; o côco bio da loja Cura na Ericeira, bem como a canela, e o mel bio de abelhas tugas lá do norte da nossa Tugalândia.

Resta referir que o mérito não é meu; vi esta receita em qualquer lado no facebook. Mas não só não sei onde, como não consigo recordar-me de quem a terá partilhado, já q estava num comentário e não num post.

Último comentário para referir que eu fiz a minha na Bimby, mas não é necessário que assim seja. Qualquer copo de batidos, centrifugadora, ou até a máquina da sopa ou a batedeira são capazes de fazer esta queijada. A única diferença está em triturar, ou não, o côco. Desta vez não o triturei, mas da próxima vou experimentar fazê-lo!

sexta-feira, 2 de março de 2018

Here we go again...

O apelo ao regresso vai e vem... Tem dias... Tem horas... Tem alturas, e não sei bem explicar porque sim ou porque não...Às vezes sinto que a partilha é algo que urge mas é tão diversa que não cabe num rótulo, num tema, numa caixa... ou sequer numa língua!Decidi-me pelo não: são sou obrigada; não sou incentivada, não sou sequer sujeita a indicações e/ou sugestões...É ao sabor do vento e da vontade!E hoje a vontade falou mias alto!

Urge a mudança!Urge a decisão!Urge um qualquer coisa mais que o simples ram-ram do dia-a-dia da correria do dia-a-dia!Fala uma quarentinha (sim, até aos 46/47 o inha persistirá!) quem tem algumas histórias para contar: talvez a mais óbvia se chame fibromialgia...Não costumo falar desta minha companheira de vida com muita frequência! Ao meu redor, toda a gente a conhece, e sabe bem da sua força. Mas tb acredito q na vida, as "cenas" só têm a importância e a força que lhes damos. Vai daí, tento não lhe dar gde importância...Mas a sacana existe! Tem força! Tem personalidade! Tem poder! Tem presença!Há dias q a abafo e me recuso em alimentar-lhe o ego...Há dias em que é ela q manda e me domina o dia e a rotina...Há fases também! Melhores umas, piores outras... Mais para cima, ou mais para baixo, mais para a direita ou a esquerda... Mas é a minha companheira de vida! Das poucas certeza q tenho e que têm todos os que vivem com o rótulo da fibromialgia.Não é bonito? Não! Não é! Mas é o q é...


E depois as decisões que às vezes mantenho, outras nem por isso...Hoje inscrevi-me no ginásio: entre a sala das máquinas e a piscina, decidi ir dar umas voltinhas a ver se o corpinho acorda para a vida e ganha aqui um ligeiro fulgor...


Também urge melhorar a qualidade de vida a vários níveis! Mas isso são outros 500 e lá chegaremos... Ou quem sabe, não estarei novamente meses a fio sem dar um ar da minha graça....

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Na empresa onde trabalho, uma multinacional americana, há o costume/hábito de disponibilizar aos funcionários uma série de utensílios para o dia-a-dia...
Falo de talheres de plástico, pratos de plástico, copos de papel (do mal o menos, não é plástico) e por aqui me fico...

A minha pergunta a todos aqueles que usam os talheres de plástico e que deles se queixam, porque são frágeis e partem e às vezes até deixam pedaços na comida e porque têm uma estrutura que não dá jeito usar e onde a comida se acumula e blá blá blá, é: quem traz uma caixa c comida não pode pegar num garfo e numa faca lá de casa e embrulhar num guardanapo e trazer tudo junto? Sinceramente é algo que me ultrapassa... Não basta o plástico usado ser imenso, como a maior parte das pessoas não o deita no caixote do plástico e sim no lixo normal... Mas, se ainda por cima é mau de se usar... Que raio custa trazer uns talheres de casa?

Em relação aos copos do café/chá, a coisa parece-me menos má: são de papel, e o papel, apesar de não poder ser reciclado, acaba por se deteriorar mais ou menos rapidamente... Mesmo assim, o hábito da caneca/chávena/copo é uma coisa que não custa nada a ninguém e além de ser ambientalmente muito mais responsável, acaba por se saborear o café/chá de outra forma. A minha mug faz sucesso. É uma caneca com tampa comprada online, feita de alumínio no interior e por fora é toda em bambu. Não sou fundamentalista o suficiente para ter descartado a tampa de plástico. Mas a quantidade de copos de papel que poupei nestes parcos 3 meses em que aqui trabalho, garanto, é imensa!

Às vezes, mudar um hábito é tão simples quanto querer... Não custa assim tanto. Apenas é necessário querer e fazer por isso.

Em jeito de inspiração aqui deixo uma das TED talks que mais vezes vi até hoje. São uns parcos 3 minutos, mas que transbordam inspiração.

Please be inspired!

Try something new for 30 days



sexta-feira, 3 de março de 2017

Passou algum tempo...
E grande parte da razão para que tal acontecesse teve a ver com o facto de ter de preparar com algum cuidado aquilo que aqui aparecia... Quer porque pretendia que este fosse um blog bilingue, quem porque, e apesar de ter um bom nível de inglês (para o português médio), não sou assim tão fluente quanto isso...
E de repente, aquilo que pretendia ser uma espécie de purga de ideias e sentimentos, passou a ser uma espécie de obrigação trabalhada e cuidada... E não é isso que pretendo.
Adoro isto! Isto que estou a fazer neste preciso momento: escrever sem direcção ou ideia pré-definida... Ou melhor, com uma ideia pré-definida, mas sem guião. E será isso que farei daqui em diante.
Não sou pretensiosa o suficiente para achar que as minhas ideias serão suficientemente interessantes e/ou úteis para serem lidas worldwide... Vai daí, e sendo o tuguês a 5ª língua mais falada em todo o mundo, o lema é keep it simple and enjoy!

domingo, 4 de dezembro de 2016

Menos Lixo, Mais responsável / Less Waste, More responsible

English follows

Há muito que recuso sacos de plástico. Muito antes de eles serem cobrados.
Relembro uma grande "discussão" no Continente, porque não só não podia trazer um cacho de bananas sem saco de plástico, como não o podia trazer num saco de plástico que tinha anteriormente do Continente, como comprovava o autocolante com o código de barras e o preço... Mas é só colocar a nova etiqueta autocolante por cima da outra, não?!?! A minha convicção era total! E a dos funcionários do Continente também! E não consegui ganhar aquela batalha e lá tive de enfiar o cacho de bananas em mais um saco de plástico ranhoso, impossível de reciclar por causa da tal etiqueta...
Claro que, teimosa como sou, não me lembro do último cacho de bananas que comprei no Continente... Ou de qualquer outra fruta... Ou de qualquer outro legume ou produto que seja necessário enfiar dentro de um saco de plástico.
Mas o tempo passa e estou ainda mais exigente! Tenho comprado frutas, legumes e outros produtos biológicos numa loja local, e tenho usado e re-usado sacos de papel até que os mesmos já não tenham ponta por onde se lhes pegue... Mas isso ainda não chega e quero os meus saquinhos de pano a serem aceites nas minhas compras de frutas e legumes e leguminosas e afins....... Sim, às vezes olham-me de lado com ar de quem pensa "esta gente doida!" ou de quem não percebe muito bem as motivações da malta... Mas isso não me incomoda.
Finalmente encontrei uma loja perto de casa (e não, não moro em Lisboa, onde nos podemos dar a estes luxos com muito maior facilidade) onde posso ser doida à vontade sem ser questionada, e onde posso ser uma consumidora responsável e ser fiel às minhas ideias e convicções...


It's been a long time since I started refusing plastic bags. Long before they were charged.
I remember a great "discussion" in Continente (supermarket), because not only I couldn't bring a bunch of bananas without a plastic bag, but I couldn't also bring them in a re-used plastic bag that I had previously from Continente, as evidenced by the sticker with the barcode and the price ... But can't you just put the new sticker on top of the other?!?! My conviction was total! And the Continente's employees conviction was too! I could not win that battle and I had to shove the bunch of bananas into another very bad plastic bag, impossible to recycle because of that label ...
Of course, as stubborn as I am, I do not remember the last bunch of bananas I bought on Continente ... Or any other fruit ... Or any other vegetable or product that needs to be stuffed into a plastic bag for whatever purpose.
But time passes and I'm even more demanding! I have recently bought fruits, vegetables and other organic products from a local store, and have used and re-used paper bags until they are completely dead... But that is still not enough and I want my cloth bags to be accepted in my purchases of fruits and vegetables and legumes and everything else... Yes, sometimes people look at me with odd faces like thinking "this crazy people!" or who does not quite understand my motivations... But that doesn't bother me at all.
I finally found a store close to home (and no, I don't live in Lisbon, where we can have these luxuries in a much easier way) where I can be crazy (like they seem to think) without being questioned, and where I can be a responsible consumer and be faithful to my ideas and convictions ...

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Simples

English folows

Viver mais simples... mais... Puro!
É isso que busco.
Um regresso às origens, ao descomplicado, ao natural em detrimento do artificial...
Uma nova identificação com o que nos rodeia.
Uma maior ligação ao que é simples, claro, puro, natural... O ter não nos traz felicidade. O fazer, o sentir, o partilhar, o criar... isso sim! São emoções atrás de emoções e afinal é de emoções que vive o ser humano.
O turbilhão do dia-a-dia leva-nos a estilos de vida que nos adormecem os sentidos. Retiram-nos a capacidade crítica, a criatividade...
Viver simples é afinal despirmo-nos de tudo o que é falso e criado sob pretexto de nos facilitar a vida, prendendo-nos a uma realidade cada vez mais embrulhada... Por que raio preciso eu de 50 utensílios de cozinha, 30 casacos, ou 20 pares de sapatos??? Vivemos uma realidade em que os recursos são usados como se fossem infinitos e ao mínimo contratempo deitamos tudo fora e renovamos stocks... Uma boa forma de começarmos a questionar estes comportamentos descartáveis é pensar no valor do que estamos para comprar em termos da quantidade de horas de trabalho que precisamos despender para finalizarmos a compra. Ora, se um determinado par de sapatos custa 100€, a coisa pode não ser muito escandalosa... Mas se custar 2 dias de trabalho, aí a história já é outra... Dá que pensar, não dá???

Living simpler ... more... Pure!
That's what I'm looking for.
A return to the origins, to the uncomplicated, to the natural to the detriment of the artificial ...
A new identification with what surrounds us.
A greater connection to what is simple, clear, pure, natural ... Owning does not bring us happiness. Doing, feeling, sharing, creating ... yes! It's emotion after emotion and at the end of the day emotions are what human beings lives from.
The day-to-day turmoil brings us to lifestyles that numb our senses. They take away the critical capacity, the creativity ...
To live simply is after all to get rid of everything that is false and created under the excuse of making life easier, holding us to an increasingly foggy reality ... Why do I need 50 cooking utensils, 30 coats, or 20 pairs of shoes ??? We live in a reality where resources are used as if they are infinite and at the least setback we throw everything away and renew stocks ... One good way to start questioning these disposable behaviors is to think about the value of what we are to buy in terms of the quantity of work hours we need to pay for the item. Well, if a certain pair of shoes cost € 100, the thing may not be very scandalous ... But if it costs two days of work, then the story is different... It make us think about it, doesn't it???

To waste or not to waste...

English follows



"There's no such thing as waste... Only stuff in the wrong place..."

Parece uma ideia a explorar...
Entretanto fica o mote:

1 - Recusa
2- Reduz
3- Re-usa
4 - Repara
5 - Recicla

E sim... Por ordem de importância. Recusemos o saco grátis no supermercado, recusemos os flyers promocionais de qualquer coisa que não precisamos de comprar... Recusemos o cartão de visita; em vez disso, tirem uma foto com o telemóvel e guardem o contacto. Recusemos tudo aquilo que não é uma mais-valia para o nosso dia-a-dia... Ou que não nos dê prazer. Recusemos!



"There's no such thing as waste... Only stuff in the wrong place..."

It seems like an idea to be explored...

In the meantime, here's the moto:
1 - Refuse
2- Reduce
3- Reuse
4 - Repair
5 - Recycle

And yes... From the most to the least important. Refuse the free bag at the supermarket, refuse the flyer promoting something we don't need to buy... Refuse the business card; instead, take a picture of it with your smartphone and keep it somewhere. Refuse everything that does not add value to your day... Or that doesn't create pleasure. Refuse!